Pesquisadores afirmam que testes realizados nas águas não identificaram curvatura e defendem replicação pública dos experimentos
O Desafio da Terra Convexa voltou a ganhar repercussão após pesquisadores ligados à Dakila Pesquisas reforçarem a transparência dos testes realizados ao longo dos últimos anos. Durante uma live exibida no início de maio, integrantes da associação destacaram que todos os dados técnicos utilizados nas pesquisas permanecem disponíveis para consulta pública e replicação.
Segundo os pesquisadores, o principal objetivo dos experimentos sempre foi analisar, na prática, a existência de curvatura nas águas por meio de medições técnicas, equipamentos ópticos, lasers, GPS e registros realizados em longas distâncias.
Dakila afirma que metodologia segue aberta para verificação
Durante a transmissão, Rafael Hungria aparece afirmando que a proposta nunca esteve ligada a crenças pessoais, mas sim à observação prática e à repetição dos testes em campo.
“A quantidade de experimentos que foram feitos na época, inclusive os dados técnicos foram passados, os equipamentos, os locais, as distâncias, todos os dados, gente. Então assim, não tem desculpa, né? Para quem queria refutar e repetir os experimentos, está tudo disponibilizado por Dakila”, declarou.
Além disso, Hungria reforçou que a associação disponibilizou metodologias, equipamentos utilizados, câmeras, telescópios, lasers e coordenadas dos testes realizados ao longo das pesquisas. “Nada foi escondido. Os dados estão aí, os dados técnicos, a metodologia que foi utilizada, os equipamentos, as câmeras, os lasers, o telescópio, tudo, o GPS, está tudo apresentado”, afirmou.
Pesquisadores afirmam que resultados não identificaram curvatura
De acordo com os integrantes da Dakila, os experimentos começaram justamente com a intenção de comprovar a curvatura da Terra sobre grandes extensões de água. No entanto, de acordo com os relatos apresentados durante a live, os resultados observados não mostraram evidências dessa curvatura.
“Então a gente começou justamente fazendo experimentos para provar, não que a Terra era plana ou convexa, não. A gente queria comprovar a esfericidade nas águas, provar que existia curvatura, e não encontramos curvatura. Esse é o ponto principal aqui”, explicou Rafael Hungria.
Além disso, os pesquisadores também afirmaram que qualquer pessoa pode reproduzir os testes utilizando os mesmos parâmetros divulgados pela associação.
Debate envolve experimentação prática e análises independentes
Ainda durante a transmissão, Hungria ainda criticou argumentos baseados apenas em imagens divulgadas por agências espaciais e defendeu que experimentos práticos possuem mais relevância dentro do processo de investigação.
“Hoje com a IA até eu vou para a Lua. Vídeo não prova nada, gente. Ainda mais esses vídeos que eles soltaram, essas fotos aí, está mais do que batido. Isso não é ciência”, declarou.
Além disso, ele voltou a desafiar pesquisadores e críticos a repetirem os testes realizados pela Dakila. “Repitam os experimentos e expliquem por que não existe curvatura. Provem com experimentos que os testes estão errados”, afirmou.
Desafio milionário foi ampliado
Outro ponto destacado durante a live foi a atualização do valor do chamado “Desafio da Terra Convexa”. Segundo os pesquisadores, a premiação passou de R$ 7 milhões para R$ 9 milhões.
A proposta, segundo a organização, segue aberta para equipes, pesquisadores independentes e interessados que consigam apresentar, por meio de testes práticos e metodologia transparente, resultados diferentes dos obtidos nos experimentos divulgados pela Dakila Pesquisas.
Dentro da linha de pesquisa defendida pelo Ceo, o ufólogo e empresário Urandir Fernandes de Oliveira, a observação prática e a repetição experimental continuam sendo pilares fundamentais para questionar modelos considerados consolidados pela ciência tradicional.
