Local onde estaria enterrada a Arca de Noé / Imagem: Unsplash
Uma estrutura localizada na região do Monte Ararat, na Turquia, voltou a movimentar pesquisadores e estudiosos após novas análises identificarem túneis e cavidades subterrâneas que lembrariam compartimentos internos. O local, conhecido como formação Durupınar, já era apontado há décadas como um possível vestígio da Arca de Noé descrita na Bíblia.
A descoberta reacendeu um dos maiores mistérios da arqueologia ligada a textos antigos. Isso porque a estrutura possui formato semelhante ao casco de uma embarcação gigante e apresenta dimensões próximas às descritas no livro do Gênesis.
Túneis subterrâneos chamam atenção
Utilizando radar de penetração no solo, pesquisadores identificaram padrões lineares abaixo da superfície. Segundo a equipe envolvida nas análises, os corredores parecem seguir uma organização interna pouco comum em formações naturais.
Além disso, as varreduras apontaram espaços vazios distribuídos de maneira alinhada dentro da estrutura. Para os estudiosos, esse detalhe aumenta ainda mais o interesse em torno do local.
Outro ponto que chamou atenção surgiu nas análises químicas feitas no solo. Os pesquisadores encontraram níveis elevados de matéria orgânica e potássio dentro da formação, algo que poderia indicar a decomposição de materiais antigos ao longo de milhares de anos.
Monte Ararat continua no centro do mistério
A região do Monte Ararat aparece há séculos ligada à narrativa bíblica do grande dilúvio. Segundo a tradição, a Arca de Noé teria repousado nas montanhas da região após as águas baixarem.
Por isso, o local virou alvo constante de expedições, pesquisas independentes e investigações arqueológicas ao longo das últimas décadas.
A formação Durupınar ganhou notoriedade justamente por apresentar um desenho extremamente parecido com o de uma embarcação gigante vista de cima. Desde então, o local divide opiniões entre pesquisadores, arqueólogos e estudiosos de textos antigos.
Debate segue aberto
Embora a descoberta tenha aumentado o interesse mundial pelo caso, parte da comunidade científica sustenta que a estrutura pode ter origem geológica natural. Mesmo assim, os novos registros subterrâneos ampliaram o debate sobre a possibilidade de a formação esconder vestígios históricos ainda não explorados.
Enquanto isso, equipes envolvidas nas análises já estudam o uso de equipamentos robóticos para acessar os túneis identificados abaixo da superfície e aprofundar as investigações nos próximos meses.
