Idealizada pelo pesquisador e empresário Urandir Fernandes, a iniciativa busca conectar diferentes pontos da floresta por meio de experiências turísticas que aproximem visitantes da biodiversidade e dos modos de vida locais. (Foto: Divulgação)
O envolvimento direto de mais de 180 etnias e comunidades tradicionais é o principal destaque do projeto Safari Brasil, que propõe a criação de rotas integradas de turismo dentro da Amazônia com foco no desenvolvimento sustentável e na valorização cultural da região.
Idealizada pelo pesquisador e empresário Urandir Fernandes, a iniciativa busca conectar diferentes pontos da floresta por meio de experiências turísticas que aproximem visitantes da biodiversidade e dos modos de vida locais. A proposta aposta no protagonismo de povos indígenas e ribeirinhos, que passam a integrar a cadeia do turismo como agentes centrais.
Segundo o idealizador, o projeto já está em andamento e conta com bases estruturadas e parcerias firmadas em diferentes territórios da Amazônia.
“Já existem pontos, bases e parcerias com diversas etnias. Não é algo que ainda vai acontecer, já está acontecendo. A proposta é unir diferentes regiões da Amazônia e criar rotas conectadas, com turismo sustentável e preservação ambiental”, explicou.
A iniciativa surge em um cenário de crescimento do turismo na região. Dados do Governo do Amazonas mostram que, entre janeiro e outubro de 2025, o estado recebeu mais de 379 mil turistas, um aumento de 14,15% em relação ao mesmo período do ano anterior. No mesmo intervalo, a atividade movimentou cerca de R$ 755 milhões, consolidando o setor como estratégico para a economia local.
Além do impacto econômico, o projeto também pretende fortalecer a preservação ambiental e cultural, incentivando o contato consciente com a floresta. A expectativa é que o modelo contribua para gerar renda nas comunidades envolvidas, ao mesmo tempo em que amplia a visibilidade da Amazônia como destino turístico sustentável.
