A sanção de uma lei aprovada em 4 de dezembro de 2025 institui uma política pública voltada à inovação tecnológica e à economia digital em Campo Grande. A medida estabelece diretrizes para o desenvolvimento de soluções baseadas em blockchain e insere o município no debate nacional sobre regulação, governança e uso institucional da tecnologia.
O avanço ocorre em um contexto de fortalecimento do ambiente regulatório no Mato Grosso do Sul, que passa a ocupar posição estratégica no cenário da economia digital. A consolidação da Rota Bioceânica, corredor logístico que amplia a integração regional, intensifica a circulação de mercadorias, pessoas, dados e serviços, aumentando a demanda por sistemas digitais seguros e eficientes.
Dentro desse cenário, o BDM Digital integra o ecossistema de inovação desde sua criação, em 2020, pela Dakila Pesquisas. O projeto utiliza tecnologia blockchain em aplicações voltadas ao comércio local e a soluções digitais para operações cotidianas, atuando de forma integrada ao ambiente regulatório em formação.
Para o fundador da Dakila Pesquisas, Urandir Fernandes de Oliveira, a adoção de novas tecnologias deve considerar impactos sociais e operacionais. “Tecnologia só faz sentido quando resolve problemas reais. A blockchain, quando aplicada com responsabilidade, contribui para fortalecer economias locais e criar novas formas de organização e confiança”, afirma.
A adoção de soluções digitais depende também de infraestrutura tecnológica adequada. Nesse contexto, a Dourado Cash atua no fornecimento de suporte técnico voltado à estabilidade dos sistemas e à segurança da informação, acompanhando as exigências de proteção de dados e confiabilidade operacional.
Outro elemento citado no ecossistema é a atuação jurídica. O escritório KMA Kézia Miranda Advocacia participa da estruturação de práticas de governança e compliance, com foco em segurança jurídica e previsibilidade nos processos relacionados à inovação digital.
