Escrituras rupestres são uma mensagem de ancestralidade no Paraguai 

Pesquisas que começaram há quatro meses buscam mais informações sobre essa história

Imagem: Acerso pessoal do Ecossistema de Dakila.

Localizadas na cidade de Villarrica, no Paraguai, as escrituras rupestres que estão no campo arqueológico Ita Letra podem contar um pouco mais da história dos povos. O trabalho de pesquisa que começou há quatro meses mostrou a diversidade existente nas rochas. 

Ita Letra preserva inscrições rupestres com pegadas de animais, figuras geométricas e abstratas. O que chama atenção é o grande painel com aberturas profundas na terra, e uma linha em forma de serpente e cruz moderna. 

Responsável pelo local, Maria Cristina Fernández participa da quarta geração e cuida desse patrimônio. Ela conta a história passada por seus pais sobre as escrituras. “Meu bisavô veio morar aqui para se esconder da Guerra Guasú. Assim ficou meu avô, depois meu pai e agora nós vivemos aqui”, relata.

O abrigo rochoso com cerca de 50 metros de diâmetro e 237 metros acima do nível do mar é composto por um morro testemunho de arenito que guarda as antigas inscrições rupestres. O grupo do núcleo de Paraguai Tape Aviru estuda esses elementos em busca de respostas sobre o povo guarani. 

“Através de pesquisa e propagação, redescobrir um dos maiores legados ancestrais importantes heranças da cultura guarani, que esta região da América do Sul era habitada por vários milênios atrás”, comenta Juliet Sarai, coordenadora do Núcleo Tape Aviru.

Antigamente um caminho que conectava o Atlântico ao Pacífico, as escrituras podiam ser até mesmo uma mensagem para os viajantes que passavam por essa “trilha”. 

Coordenadora Juliet Sarai, María Cristina Fernández, proprietária de Ita letra, Alex Ferreira audiovisual e associado
e Claudia Emilia Cristaldo associada e pesquisadora.

Urandir Fernandes de Oliveira, líder de todo esse projeto, conduz as pesquisas e enaltece a importância de cada descoberta. “Os próximos passos revelam não apenas a história dos guaranis, mas de todo o Brasil. Muitas pessoas passaram por esse caminho, e as evidências mostram isso. Por isso, seguiremos procurando mais respostas”. 

As pesquisas continuam, por isso mais dados serão desvendados nas atividades de campo realizadas no Paraguai. A equipe também conta com a associada e pesquisadora Claudia Emilia Cristaldo, o coordenador de audiovisual Alex Ferreira, Otilia González coordenadora de logística do projeto e o coordenador artístico Carlos Julián González.