Evento Storm Area 51 Basecamp, em Hiko (Foto: Marília Marasciulo)
Vivemos em um planeta enorme que existe há aproximadamente 4,6 bilhões de anos, ou seja, tempo suficiente para que o ser humano tenha visto tudo e explorado tudo, certo? Errado!
A grande extensão e as condições físicas de cada cantinho são tão inconstantes que demoraríamos vários anos para atingir essa façanha. E não só isso, pois há lugares que são humanamente impossíveis de viver. Talvez somente com o auxílio de robôs poderemos acessar certos cantos desse mundo. Um dos casos é o das zonas abissais dos oceanos, que atingem pressões absurdas e irreais para nós.
Para além do que é físico, há também muitas questões políticas que nos restringem a verdade e nos deixam dormentes por informações. Por isso, é quase improvável (e quando eu digo quase, me refiro ao avanço tecnológico que, com certeza tem capacidade para além da imaginação) de se ter um conhecimento aprofundado a respeito de todas as partes do mundo. Listei, então, alguns lugares que ligam a máquina mistério dos pesquisadores e dos curiosos:
Ponto Nemo
Conhecido também como “cemitério de espaçonaves”, no qual é responsável pelo descarte de carcaças espaciais e muito provavelmente receberá a Estação Espacial Internacional em 2031, o Ponto Nome é outro ponto de interrogação da ciência, pois está situado nas profundezas do Oceano Pacífico, no lugar mais inacessível do planeta. Calculado em 1992 por tecnologia geoespacial, foi determinado que o ponto não está próximo a nenhuma massa significativa de Terra, no qual não há qualquer atividade humana por, o que reduz os riscos de acidentes com essas naves, assim como não prejudica a vida marinha que a 3.700 de profundidade não têm contato com os destroços.
Área 51
A base da Força Aérea dos EUA não é bem o mistério e sim o que ocorre dentro dela. Localizada no estado de Nevada, hoje, o local é um campo de testes e treinamentos, porém, foi originalmente utilizado pela CIA, em um serviço secreto para desenvolver e testar o avião de reconhecimento U-2, designado a espionar a União Soviética em 1955. Os rumores iniciaram ainda nessa época, pois durante o desenvolvimento da aeronave, que voava em altíssima velocidade e muitos pés de altura, ela era constantemente confundida com um OVNI pela altitude do voo.
Desde então, a área é um berço de especulações, pois ao ser entregue em 1970 a instalação não foi reconhecida pelo governo, até 2013 quando a CIA explanou documentos “sem sigilo”, do lugar. O Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais, o escritório secreto de OVNIs do Pentágono, já em 2012 completava 5 anos de funcionamento e 22 milhões de dólares gastos, coletando e analisando o que eles alegavam ser “ameaças aeroespaciais anômalas”, permanecendo até os dias de hoje. A desculpa do governo é que essas conspirações ajudam na cobertura das razões dos programas secretos.
A Caverna Francesa de Lascaux
Localizada no sul da França, com cerca de 17 mil anos, é um dos exemplos mais bem preservados de arte pré-histórica. São 600 pinturas e mil gravuras estampadas nas paredes. Descoberta em 1940, só foi aberta a visitação 8 anos depois e restrita novamente em 1963, pela exposição humana que afetou a caverna com o crescimento de fungos e micróbios. O que se sabe hoje é fruto de réplicas construídas próximas ao lugar para que os turistas possam conhecer, mas ela não foi mais reaberta por motivos de preservação, o que soma quase 60 anos sem contato.
Monte Yamantau
O monte que não é tão conhecido, mas que tem um suposto poder escondido fica na República do Bascortostão, na Rússia, em uma altitude de 1.640 metros completamente isolado e segundo cientistas e militares é a versão Russa da “Máquina do fim do mundo”. É uma montanha, muito próxima aos principais laboratórios russos de armas atômicas, com mais duas cidades fechadas em volta que por sua vez, se tratam de instalações militares com população civil de trabalhadores, além de ter um aeroporto, estradas de ferro e rodovias. O governo sempre dá um jeito de não esclarecer o que ocorre por lá.