Asteroide pode atingir a Terra em 2032: quais são os riscos?

Riscos de colisão cresce e deixa especialistas em alerta 

Foto: European Space Agency/Divulgação

Descoberto pouco depois do Natal do ano passado, o asteroide apresentava apenas 1% de risco de  alcançar a Terra no ano de 2032, nesta segunda-feira (10) subiu para 2%. Acompanhado pela NASA e pela Agência Espacial Europeia (ESA), as chances são pequenas, mas cresceram em poucos dias. Avaliado diariamente, a rocha segue sendo um perigo para o planeta. 

Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), que estuda a rocha, a baixa probabilidade não elimina a preocupação com a possível colisão, pois ainda representa um risco, embora pequeno. “Quase 99% de probabilidade de [o asteroide] passar com segurança pela Terra, mas um possível impacto não pode ser totalmente descartado”, diz a agência. 

Já no nível 3 da Escala de Risco de Impacto de Torino da agência, o asteroide nomeado como 2024 YR4, tem previsão de atingir a Terra no dia 22 de dezembro de 2032.  Para saber exatamente o tamanho do perigo, será usado pelos astrônomos o Instrumento de Infravermelho Médio da Webb. 

“Astrônomos usarão o instrumento MIRI do Webb para obter uma estimativa muito mais precisa do tamanho do asteroide. Isso, por sua vez, será usado pela ESA, NASA e outras organizações para avaliar com mais confiança o perigo e determinar qualquer resposta necessária”, explica a ESA.

Quais os riscos?

A observação do asteroide continuará ao longo do tempo. Atualmente, a estimativa é de que a rocha tenha entre 40 e 100 metros de largura, o que pode causar danos graves caso haja choque com a Terra. O Dr. Paul Chodas, diretor do Center for Near Earth Object Studies (CNEOS), na Califórnia, comparou o asteroide ao “tamanho de um grande edifício”.

“Se o asteroide estiver na extremidade maior de sua faixa de tamanho estimada, o impacto pode produzir danos de explosão a até 50 quilômetros do local do impacto. Contudo, isso seria no caso improvável de que ele impactasse. O potencial de dano surge devido à velocidade incrivelmente alta (cerca de 17 quilômetros por segundo) com a qual o asteroide entraria na atmosfera”, disse Chodas.

As investigações, que começaram no início de janeiro com telescópios que rastreiam objetos a 45 milhões de quilômetros da Terra, continuarão até abril, antes de possivelmente o asteroide desaparecer da vizinhança da Terra até 2028.

Urandir Fernandes de Oliveira, pesquisador e ufólogo, avalia o cenário e aponta a importância do monitoramento. “A vigilância constante é essencial, pois até uma pequena probabilidade pode ter consequências graves. Devemos estar preparados para qualquer eventualidade”, aponta o pesquisador.