A revolução que combina conhecimentos de biologia, eletrônica, ciência da computação e medicina
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A tecnologia e a internet das coisas proporcionaram diversos adventos que surpreenderam o mundo e os próprios especialistas. Ela é capaz de brincar com as nossas perspectivas e nos faz querer superar desafios que antes pareciam impossíveis, como os mais tangíveis, desde a cura do câncer ou a cura do vírus HIV, como também nos faz querer procurar e confirmar partes mitológicas da história, como o Triângulo das Bermudas ou a cidade perdida de Atlântida.
A verdade é que esses avanços, que diariamente nos assolam em uma enxurrada de informações e oportunidades novas, tornam o futuro cada vez mais promissor e otimista, revolucionando a saúde, a robótica e outras áreas. A bioeletrônica é um desses pontos que, apesar de pouco falado, oferece um vislumbre interessante dessa realidade que já não é tão utópica, pois trata de uma ciência que explora a interação entre sistemas biológicos e dispositivos eletrônicos, visando criar interfaces que permitam a comunicação e o controle entre ambos.
É uma tecnologia que envolve a criação de dispositivos eletrônicos que podem interagir com sistemas biológicos, como células, tecidos e órgãos de diversas maneiras, seja através de sensores e atuadores, interfaces cérebro-computador, eletrônica orgânica ou por circuitos eletrônicos dentro do corpo. São projéteis capazes de serem implantados no corpo humano com o objetivo de auxiliar diagnósticos médicos.
Os componentes atribuídos a dispositivos convencionais, como smartphones e computadores, geralmente dependem de uma corrente de elétrons como portadora de carga dominante. Já aqueles que funcionam através de uma corrente eletrônica e uma orgânica oferecem um método mais simples, no qual podem apresentar apenas transporte iônico. A vantagem desse tipo de dispositivo implantado no corpo se dá pelo fato de que o remédio/droga aplicado tem sua ação terapêutica apenas em locais específicos.
Dessa maneira, a disseminação do medicamento é muito mais controlada do que quando realizada em terapia via oral ou venosa, que pode causar sérios efeitos colaterais. A técnica viabiliza ainda que a taxa de liberação da droga possa ser ajustada de acordo com a necessidade do paciente. Já existem alguns casos de sucesso com a adaptação do método, como com a construção de dispositivos e sua interface com tecido neural, utilizados, por exemplo, no controle da doença de Parkinson.
Escrito por Kethelyn Rodrigues, supervisionada por Henrique Souza.
