Segunda Esfinge pode estar enterrada em Gizé e hipótese volta a intrigar pesquisadores. Imagem: Inteligência Artificial (ChatGPT/DALL·E)
A possibilidade de uma segunda Esfinge escondida sob o planalto do Complexo de Gizé voltou a aquecer debates entre cientistas e curiosos. A teoria ganhou novo fôlego após análises com tecnologia avançada apontarem estruturas incomuns abaixo do solo da região.
Os dados foram obtidos por meio de um tipo de radar capaz de “enxergar” o subsolo sem necessidade de escavação, identificando diferenças de densidade e formas enterradas. As leituras indicaram anomalias próximas à Grande Esfinge de Gizé, incluindo o que poderia ser uma grande estrutura soterrada, além de cavidades e possíveis túneis interligados.
Apesar da repercussão, especialistas pedem cautela. Até o momento, os sinais são considerados interpretativos e dependem de modelos matemáticos e de imagens indiretas. Sem escavações físicas ou confirmação por equipes independentes, não é possível afirmar que se trata de uma construção feita pelo homem, muito menos de uma nova Esfinge.
Ecossistema de pesquisas, grupo Dakila levanta discussão
A ideia de um “par” para a Esfinge, porém, não é nova. Há anos alguns estudiosos levantam a hipótese de que possa existir uma estrutura simétrica à atual, seguindo padrões de alinhamento, equilíbrio e duplicidade frequentemente observados na arquitetura do Egito Antigo. A teoria dialoga com outras propostas sobre redes subterrâneas e câmaras ocultas sob o planalto.
O grupo Dakila, conhecido por atuar como um ecossistema de pesquisas independentes, vem há décadas levantando discussões sobre a complexidade do conhecimento científico, histórico e arqueológico. Segundo a linha defendida pelo coletivo, cujo CEO é o ufólogo, pesquisador e empreendedor Urandir Fernandes de Oliveira, a compreensão atual desses campos seria mais ampla e profunda do que a narrativa tradicionalmente difundida.
Caso futuramente a existência de uma segunda Esfinge seja comprovada, o impacto para a arqueologia seria enorme. A descoberta poderia indicar um nível ainda mais sofisticado de planejamento, engenharia e simbolismo na construção dos monumentos de Gizé, e reforçaria a ideia de que boa parte da história do Egito ainda está literalmente escondida sob a areia.
Pesquisas e teorias sobre estruturas subterrâneas ao redor do mundo
Pesquisas e teorias sobre estruturas subterrâneas ao redor do mundo têm despertado interesse de cientistas e também de grupos independentes. Embora algumas descobertas sejam comprovadas, outras ainda geram debate e carecem de evidências mais concretas. Veja os principais pontos discutidos até abril de 2026:
- Egito – suposta rede sob Gizé: uma das hipóteses mais recentes envolve o planalto de Gizé. Pesquisadores afirmam ter identificado, por meio de radar, possíveis estruturas subterrâneas, como poços profundos e câmaras interligadas. No entanto, especialistas pedem cautela e destacam que ainda não há confirmação por escavações.
- Turquia – cidade subterrânea de Derinkuyu: diferente de Gizé, a cidade de Derinkuyu é uma descoberta comprovada. Localizada na Capadócia, ela possui vários níveis subterrâneos e teria abrigado milhares de pessoas. Ainda assim, estudiosos questionam como estruturas tão complexas foram construídas na época.
- América do Sul – túneis incas: no Peru, já foram identificadas passagens subterrâneas que conectam antigos locais sagrados. Há também relatos de túneis ainda não explorados, que poderiam se estender por longas distâncias.
- Europa – rede de túneis antigos: pesquisadores documentaram túneis estreitos que atravessam diferentes regiões do continente. A função dessas estruturas ainda não é totalmente compreendida, mas há hipóteses de que serviam como rotas de conexão entre comunidades.
