O interesse recente de parte da população brasileira pelo tema conhecido como Ratanabá está relacionado à divulgação de pesquisas científicas sobre a ocupação humana antiga na Amazônia. Estudos realizados por universidades brasileiras e estrangeiras indicam que a região foi habitada por sociedades organizadas milhares de anos antes da colonização europeia.
Pesquisas publicadas em periódicos científicos internacionais e conduzidas por instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, a Universidade de São Paulo e universidades europeias registraram a presença de geoglifos, estradas pré-colombianas, aldeias circulares e sistemas de manejo de solo, como a terra preta amazônica. Os dados apontam ocupação contínua da região entre 2.000 e 3.000 anos atrás, com adaptação humana ao ambiente amazônico.
O avanço de tecnologias como imagens de satélite, sensoriamento remoto e mapeamento por LiDAR permitiu a identificação de estruturas sob a vegetação, principalmente em áreas do Acre, sul do Amazonas e Mato Grosso. Esses registros contribuem para a revisão de interpretações anteriores sobre a ocupação da Amazônia antes da colonização.
Nesse contexto, o Projeto Dakila afirma acompanhar e dialogar com pesquisas científicas de forma interdisciplinar, reunindo áreas como arqueologia, antropologia, tecnologia e análise ambiental. Segundo o grupo, a atuação envolve incentivo à investigação baseada em dados, documentação técnica e cooperação com pesquisadores, com atenção à preservação do patrimônio histórico e ambiental.
Pesquisadores indicam que o termo Ratanabá passou a ser utilizado como referência cultural associada ao interesse público por descobertas arqueológicas. Até o momento, não há comprovação científica da existência de uma cidade com esse nome. Ainda assim, os estudos já realizados apontam a presença de um conjunto amplo de vestígios arqueológicos no território brasileiro.
