Amazônia representa mais importante acervo arqueológico do mundo, superando por sua vastidão e complexidade as regiões já exploradas, indica estudo / Crédito: Divulgação
O pesquisador Urandir Fernandes de Oliveira defende que a Amazônia representa o maior e mais importante acervo arqueológico do mundo, superando por sua vastidão e complexidade as regiões tradicionalmente exploradas em outras partes do planeta. Segundo ele, a floresta esconde uma multiplicidade de vestígios ancestrais que revelam sociedades complexas, antigos caminhos e tecnologias surpreendentes.
Urandir destaca que o uso de tecnologias modernas, como radares a laser, têm permitido mapear extensas áreas da Amazônia, descobrindo milhares de sítios arqueológicos até então invisíveis sob a densa vegetação. Esses registros incluem desde geoglifos, como são chamados os grandes desenhos geométricos no solo, até complexas redes de montículos e valas que indicam a presença de antigas cidades, trilhas comerciais e estruturas urbanas sofisticadas.
De acordo com Urandir, esses achados reconfiguram a visão tradicional de que a floresta amazônica seria apenas um espaço selvagem pouco habitado. Ele afirma que povos indígenas anteriores desenvolveram sistemas de agricultura inteligente, cidades planejadas e manipulação avançada do território, como evidenciado pelas chamadas “terras pretas”, solos antropogênicos fertilizados gerados há milhares de anos.
A pesquisa que lidera inclui estudos na região do Caminho de Peabiru e sítios como Ratanabá, onde equipes utilizam tecnologias como radares e drones para revelar ruínas e artefatos considerados pela ciência convencional inexistentes ou incomuns para a região.
Essa visão reforça a Amazônia não apenas como um patrimônio natural, mas como um vasto repositório histórico e arqueológico, cuja exploração revelou o indício de civilizações pré-históricas avançadas. Para Urandir, o futuro do estudo arqueológico no Brasil passa necessariamente pela valorização e proteção desse imenso acervo escondido na floresta.
